segunda-feira, junho 24, 2013

O cristão com a boca no trombone?

O cristão e o direito (e dever) de protestar


Essa semana foi ímpar na história de nosso país. O aumento do transporte público foi o estopim para liberar um grito de indignação contra a corrupção e a injustiça social, dentre outras coisas.
O assunto dividiu os cristãos. Muitos se engajaram. Outros, porém, apesar de partilharem do mesmo descontentamento, recearam se levantar em protesto contra os governos estabelecidos. Para esses,  confrontar a autoridade instituída parece incongruente com a Bíblia pois ela ensina a 1) reconhecer que toda a autoridade é instituída por Deus e por isso devemos ser submissos a ela (Rm 13.1); 2) Orar pelos governantes (1Tm 2.1-2) e honrá-los (1Pe 2.17); 3) Buscar a paz da cidade (Jr 29.7).
Esse questionamento, portanto, é legítimo pois, em uma primeira análise, parece realmente que a Palavra de Deus desautoriza o cristão a protestar contra o governo e os irmãos que assim pensam devem ser respeitados por calcarem suas opiniões naquilo que pensam ser a vontade de Deus.
Gostaria de tentar trazer luz a esse debate, expondo os seguintes pontos:

1. A autoridade é instituída por Deus para fazer o bem (Rm 13.4). Não temos qualquer autorização para confrontarmos o governante que procura o bem de seu povo. Já o contrário, é outra história.
2. A autoridade do governante não é inata mas delegada: a) Por Deus acima de tudo: "Por meu intermédio os reis governam, e as autoridades exercem a justiça" (Pv 8.15). Na mesma linha de raciocínio, Jesus confirmou a Herodes: "Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta não te fosse dada de cima". (Jo 19.11) b) Pelo povo. Nas democracias modernas o governante recebe o direito de governar das mãos do povo através do voto. No momento da posse ele, solenemente, promete não medir esforços pelo bem do cidadão. c) Pela Carta Magna do País, a Constituição Federal que assevera direitos inalienáveis ao cidadão, como a liberdade de expressão, por exemplo.
3. Cabe ao cristão ser voz profética diante do mundo. Já diziam que o cristão deve ser a âncora moral da sociedade. Nos tempos do Antigo Testamento, Deus levantou homens para denunciar publicamente o mal. Examinemos alguns exemplos:
a) Isaías - Clamou contra a injustiça, o suborno, a maldade e a opressão destruidora contra o próximo. Ninguém tem direito de oprimir o outro. Isaías dizia que atos como aqueles eram ofensivos a Deus. Quem tinha condições comprava a justiça, portanto, os juízes eram corruptos, o poder legislativo e executivo se deixava vender; como poderia Deus tolerar semelhante coisa? (1:15-17,23; 5:8,23; 58:6,7).
b) Jeremias -  Denunciou o enriquecimento ilícito e também a opressão contra: pobres, viúvas, órfãos; também percebeu que a ambição se assenhoreava dos homens. O profeta viu o rico comprando os tribunais, o perverso ser absolvido e o justo condenado. Ele clama, denuncia e diz que Deus, o justo juiz, irá castigar todo tipo de injustiça praticada pelo homem (5:26-29; 9:2-6; 22:13-17).
c) Amós - Não se amedrontou diante das autoridades, acusou-as de conivência com as injustiças; denunciou o pecado de participarem de um sistema de vida que destruía os mais fracos, os humildes e os pobres da terra. Enquanto o império se expandia pelas mãos de Jeroboão II, os camponeses tinham de pagar o exército, o luxo e a suntuosidade dos estádios..., ops, dos palácios. Uma desigualdade tão grande que causou repugnância aos olhos do profeta. Amós denunciou, trouxe a Palavra do Senhor pois não podia calar-se ao ver tanta riqueza adquirida como fruto da violência e da exploração (3:10). Falou diante das finas damas, não poupou seu vocabulário, ao dizer que elas eram “vacas de basã” (4:1). Devido a todos os abusos cometidos contra os mais fracos, Amós se convenceu: Deus irá tomar vingança, Ele não poupará nenhum no dia do juízo (4:2,3; 8:7-10).
d) Miquéias - Se levantou como a voz de Deus e clamou contra todos os abusos cometidos pelos detentores do poder. Ele sabia dos que passavam a noite planejando o mal, para colocar em prática à luz do dia (2:1,2). Ele denunciou aquilo que foi conquistado ilicitamente, às custas da mentira, da balança falsa e da opressão; quem se enche com o sangue dos outros será destruído por Deus - disse ele (6:10-13). A liderança do país estava corrompida (7:3). Miquéias vê, analisa e revela a voz de Deus. Ele irá exercer vingança contra esta forma de vida corrupta.
4. Nem todo protesto constitui de fato uma desobediência. Nossa Constituição garante o direito da livre expressão de consciência, de credo e de culto. Não existe forma legal de criminalizar a opinião de quem quer que seja. Isso posto, criticar o governo naquilo que entendemos ser criticável, se feito de maneira respeitosa e ordeira é um instrumento legítimo assegurado por lei.
5. A crítica não anula a intercessão. A crítica e o protesto não são incongruentes com o dever cristão de orar pelas autoridades. Ao contrário, como Deus é soberano sobre elas, nossa missão deve ser clamar a Deus para que elas se curvem à sua vontade.
Confesso que a questão é complexa e a linha do equilíbrio é tênue, pois, por um lado, realmente podemos pecar pelo desacato à autoridade instituída por Deus; e, por outro, podemos nos omitir como voz profética nos dias maus.

Para nós, cristãos, o que pode nos dar um norte nesse dilema é olharmos a questão com olhos mais teológicos. Os 20 centavos, por mais simbólicos que sejam, ainda assim significam muito pouco diante da contribuição que poderíamos dar. Para o mundo, basta ter segurança, escola, comida e moradia. Tudo isso a maioria dos países europeus tem e ainda assim são como Laudicéia, “digno de compaixão, pobre, cego e que está nu.” (Ap 3.16).
Devemos ir além do social. Precisamos mostrar que a corrupção social é derivada de um coração corrompido que faz tudo para desprezar o verdadeiro Deus. Volte aos profetas mencionados e você verá que eles não sabiam criticar sem revelar o descontentamento de Deus com a nação. Esse papel é nosso. É o nosso salvador que deixou o exemplo de curar, saciar e salvar. Somente falando dele é que realmente iremos ao encontro de todas as necessidades do ser humano. Pense nisso!

terça-feira, fevereiro 28, 2012

ABIEE protocola manifesto em favor das liberdades de pensamento, consciência, expressão e crença no STJ

Documento intitulado ‘Carta de Brasília’ foi finalizado nesta quarta-feira, dia 15/02, durante encontro na Câmara dos Deputados


A Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas (ABIEE), reiterou nesta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, em Brasilia, o seu empenho em favor das liberdades de pensamento, consciência, expressão e crença. Com a participação de membros da entidade, de organizações não-governamentais, representantes de instituições educacionais católicas e evangélicas e, de integrantes da sociedade civil, a ABIEE discutiu em encontro na Câmara dos Deputados, a prevalência da Constituição Federal e a preocupação em relação a questões que ferem os valores individuais e a liberdade cristã. O resultado gerou a conclusão da “Carta de Brasília’, manifesto encaminhado ao presidente do Superior de Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler.

domingo, dezembro 18, 2011

Peixe é campeão!


Em um final de semana em que todos estão falando do peixe, gostaria de dar meus pitacos também. Não exatamente sobre o time do Peixe – nem santista eu sou – mas de um peixe muito mais significante.
O “meu” peixe tem a ver com a época do ano que estamos vivendo, o Natal, pois o cristianismo primitivo foi logo identificado com a figura de um peixe. Você sabe o motivo?

segunda-feira, novembro 29, 2010

SOBRE O RECENTE PROTESTO CONTRA A UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

Em protesto ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), publicado desde 2007 no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie contra o PL 122/2006 (conhecido como “lei anti-homofobia”), um grupo de ativistas organizou uma manifestação no dia 24 de novembro de 2010, por volta das 18h, em frente à universidade. Com previsão de mais de três mil participantes, o evento contou somente com cerca de 400, que se postaram diante dos portões da instituição, na Rua Itambé. Em seguida, o grupo deslocou-se do Mackenzie para a Avenida Paulista com um número já bastante reduzido, conforme anunciado por diversos veículos de comunicação como a Globo News, a Folha de São Paulo, a CET, o site da UOL e dezenas de outros sites informativos. Na universidade, as aulas transcorreram normalmente.

quinta-feira, novembro 18, 2010

UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA


A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 (veja aqui) e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.

sexta-feira, julho 09, 2010

AUTORIDADE E PODER

A igreja evangélica tem experimentado uma crise de liderança. A cada dia somos tomados de assalto por histórias escabrosas envolvendo nossos líderes, e com eles muitos caem também. Nos próximos dias a Igreja Presbiteriana do Brasil decidirá seu rumo para os próximos quatro anos, através de mais uma reunião de seu Supremo Concílio. Pela seriedade do assunto, convido você, leitor, que medite nos exemplos de Diótrefes e Demétrio, os personagens principais da terceira epístola de João. O cristão deve buscar ser um bom líder servindo a Igreja em santidade e não visando seus próprios interesses.

domingo, julho 04, 2010

LITÍGIO - Disputa entre irmãos na Fé

O caso de Corinto - 1Coríntios 6.1-8

A cultura de nossa país tem mudado bastante de algumas décadas para no que tange a reivindicação dos direitos. Por pequenas coisas ações são movidas e existe uma infinidade de siglas que traduzem a amplitude do direito do cidadão. Por causa disso, as próprias empresas prestadoras de serviços criaram órgãos internos para atenderem seus clientes, as ouvidorias ou então o trabalho de um ombudsman.
De tanta ênfase que se tem dado ao direito individual não será possível que preceitos ainda mais importantes que esse sejam colocados de lado? Vamos estudar hoje como a busca pelo direito pode atrapalhar a comunhão da igreja






terça-feira, junho 29, 2010

JUGO DESIGUAL - A Maçã Podre da Igreja



2Coríntios 6.14 – 7.1


Quando Satanás não consegue destruir a Igreja pela oposição ele tenta a absorção. Sempre que o povo de Deus se misturou com os ímpios deu nisso: destruição. Foi assim no dilúvio (Gn 6.1-2), foi assim com Israel no tempo dos juízes e foi assim com Salomão (1Re 11.1-13).

Foi assim com você também ?



sábado, junho 26, 2010

Bloguismo - Todo mundo dando sua irada ou infundada opinião sobre tudo

Atos 5.33-39
  
Como (modestamente) meu exemplo demonstra, o Blog é um instrumento útil para a edificação dos crentes e evangelização dos incrédulos. Por outro lado, pode ser também muito perigoso levando em conta todas as possibilidades negativas possíveis e reais no mundo virtual.
Como os cristãos, principalmente os jovens, estão expostos a esse tipo de linguagem é muito importante que sejam bem orientados quanto a boa utilização desse meio de comunicação.
Blog é um sítio (site) que permite atualizações rápidas e, geralmente, é composto de pequenos textos ou artigos sobre temas gerais. A grande maioria de Blogs opta por uma temática específica. É possível achar na internet, blogs sobre os mais diferentes assuntos: carros, motos, jardinagem, culinária, literatura, estudos bíblicos, etc. Tudo o que pode ser discutido certamente o será em um Blog.

Pega a Vuvuzela que Jabulani tá rolando

Que força é essa que toma o pais de assalto a cada 4 anos? Que consegue em um estalar de dedos esvaziar a Avenida Paulista às 3 da tarde? Que fecha banco e comércio e até institui um novo vocabulário. Você conhece essas palavras?

Um povo atrás de pão e circo


O antigo Império Romano teve períodos de altos e baixos. Enquanto seus exércitos passavam como um rolo compressor, subjugando continentes, um problema muito sério se desenvolvia no seio de Roma: o desemprego. Isso ocorria principalmente com a presença dos povos escravizados que eram submetidos a trabalhos forçados o que comprometia  o emprego e sustento dos camponeses mais humildes. Boa parte deles ia parar nas grandes cidades atrás de uma melhor qualidade de vida. Roma, por exemplo, foi invadida por tantos desempregados que temendo um levante contra si, o imperador instituiu uma política que ficou conhecida como “Pão e Circo”.
As autoridades romanas entendiam que se o povo tivesse o suficiente para não morrer de fome e algum entretenimento, estariam controlados. E não é que deu certo! Grandes teatros e arenas (como o Coliseu) foram construídos e durante os sangrentos espetáculos, pão era jogado para toda a platéia.
Jesus mostrou ao povo a maneira correta de se relacionar com Deus. Todo aquele que quer praticar a verdadeira religião tem que ouvir as suas palavras. A grande multidão que acabara de presenciar a multiplicação dos pães e dos peixes, após ouvir o discurso de Jesus, se resumiu a apenas doze pessoas: os apóstolos. Parece que as palavras de Jesus não fizeram muito sucesso naquela época segundo alguns padrões modernos.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

O Cristão e seu papel profético-social


Miquéias 6.1-16


O assunto justiça social é tão atual quanto polêmico.
 
É atual porque parece que a cada dia nosso país se distancia mais e mais de uma política social justa que visa atenuar os problemas dos mais desafortunados.

É polêmico porque muitos insistem em achar que a igreja não deve se preocupar com isso, seu papel é somente adoração. É claro que a função primordial da igreja é cultuar a Deus, mas como veremos, adorar a Deus implica em fazermos o que ele manda. A primeira delas é sermos exemplos de justiça.

Recentemente foi divulgado nos jornais um estudo sobre a distribuição de renda no Brasil. A metade mais pobre da população detém 11,6% dar riquezas enquanto os 20% mais ricos do Brasil, ficam com 63,4%. Não pense que este é o fim do mundo. Os profetas do Antigo Testamento lidavam com situações muito piores do quer esta.

Vejamos como eles tratavam o problema e como isto pode nos servir de lição no nosso contexto, de nosso país.

domingo, novembro 15, 2009

Pecados Virtuais: Pecados reais – Parte 2

Perigos que ameaçam os jovens e adultos

Tem coisas que são erradas por si só; é o caso do consumo de drogas. Não pode existir um uso consciente e equilibrado disso.
Por outro lado, há coisas que não podem ser definidas se são certas ou erradas a não ser pelo uso que se dá a elas. A internet é assim, e hoje, veremos como jovens e adultos são tentados a cair em tentação bem diante do computador.



sábado, novembro 07, 2009

Pecados Virtuais: Pecados Reais – Parte 1

Possível fonte de perigo dentro de casa

A mãe passa em frente ao computador e percebe que a filha de 15 anos o esqueceu ligado. Ao tentar desligá-lo, vê na tela algo que parecia ser um diálogo[1]:
- vc tem icq??!?!
- naum...issu eh koiza du passadu......
- entaum vo t addeah nu msn!!!!!
- tudu bem......
- daih vc me passa u teu orkut??!?!
- u enderessu tah nu meu blog......
- tem mtas foteenhas nu album??!?!
- devi te umas 9 +-......
- blz...dpois tc...xau!!!!!
- flw...t+......

Entendeu alguma coisa? Nada? Você precisa ler esse texto.
Entendeu tudo? Você precisa ainda mais.

terça-feira, abril 21, 2009

O Dia da Mentira e a Vida de Mentira


O dia 1º de abril é marcado como sendo o dia da mentira. Não se sabe ao certo quando se deu o início dessa “comemoração” mas hipóteses têm sido levantadas.
Alguns acreditam que a origem está ligada com a adoção do calendário cristão, no século XVI, que mudou o primeiro dia do ano para 1° de janeiro e não mais 1° de abril, como era até então. Outros explicam o dia da mentira através da mitologia nórdica, a qual consagrava o dia 1° de abril a Loki, o deus das trapaças.

quarta-feira, maio 23, 2007

Quem eu penso que sou?

Geralmente os grande parques de diversões (como o PlayCenter em São Paulo) têm uma Casa dos Espelhos. Se você nunca foi a uma, com certeza já viu em desenhos animados, não é mesmo?
O que acontece quando estamos na frente desses espelhos? Ficamos altos, baixos, gordos, magros, musculosos, raquíticos, etc. Eles foram projetados para mudarem nossa fisionomia, nos fazendo ver aquilo que não somos realmente.
Às vezes fazemos isso conosco também. Projetamos espelhos que nos enganam. Achamos que somos o que não somos. Na maioria das vezes nos achamos piores do que realmente somos. Mas será que estamos certos? O espelho que construímos é bom mesmo? Ou nos mostra o que não somos?
Como você se vê?

terça-feira, maio 22, 2007

Remédio Contra a Vaidade

“O pastor disse que o assunto do sermão de hoje seria VAIDADE” – lembra uma adolescente enquanto acaba de se arrumar de fronte ao espelho – “Com um tema desses, acho que hoje nem vou usar maquiagem para ir à igreja”.
Você pode ter achado engraçado como essa adolescente demonstrou desconhecer o que verdadeiramente a Bíblia fala sobre a vaidade... mas você sabe?
Salomão escreveu todo o livro de Eclesiastes para nos ensinar que sem Deus, de nada vale riqueza, poder ou sabedoria. Ele conclui o livro com a seguinte máxima: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.” (Ec 12.13). Se a temática do livro é o problema da vaidade, o versículo acima resume muito bem a fórmula do remédio. Vejamos o que podemos aprender:

quinta-feira, agosto 03, 2006

O amor é dinâmico - 1Co 13.4-7



Como saber mesmo se existe amor? Simplesmente dizerEu te Amo”? Infelizmente parece que a “prática” do amor tem se limitado a isso e cada vez mais se estreitando como em uma novela: no primeiro capítulo o protagonista diz “Eu te Amopara uma pessoa, no meio para outra e acaba a novela com uma terceira.

sábado, julho 29, 2006

O amor é essencial

Paulo ensinou a igreja de Corinto sobre a necessidade do amor. Aquela igreja tinha um destaque especial pela variedade de dons exercidos por seus membros.
Profetizavam e falavam em línguas (1Co 14) mas sem uma evidência clara de amor. Muito pelo contrário, Paulo os exorta sobre um certo comportamento egoísta em relação à Santa Ceia. Veja 1 Coríntios 11.21. Naquela época a celebração da Santa Ceia não era como fazemos hoje com um pequeno pedaço de pão e um cálice de vinho. Eles, à semelhança do que fez Cristo, celebravam a Ceia como um grande banquete. No caso dos coríntios, Paulo os repreende porque alguns comiam muito e não deixavam nada para aqueles que chegavam mais tarde. Havia casos até de embriaguez com o vinho da Ceia. A grande ironia daquela igreja era cometer esses pecados na celebração que chamavam de Festa do Ágape, que quer dizer, Festa do Amor. A Ceia do Senhor que deveria ser a maior demonstração de amor, acabava sendo um festival de egoísmo com glutonaria e embriaguez.

A questão de Paulo era: “De que adiantam os dons espirituais em face de uma vida espiritual tão débil?” Por isso ele destaca nos primeiros versículos de nosso texto básico, a importância do amor como fator que deve permear toda a nossa vida.

sábado, julho 22, 2006

O Cristão como Atalaia

Nas antigas cidades muradas havia o atalaia. Ele surgiu da necessidade de evitar os perigos dos invasores e ladrões. Era uma função obrigatória de defesa social, de abrigo das cidades e das nações.
Esses antigos guardas desempenhavam um papel de grande responsabilidade. Ao seu cuidado previdente e vigilância incansável ficavam entregues o sossego e a vida do povo; dia e noite tinham que vigiar (Is 21.8, 11, 12; 62.6).
A impiedade é o inimigo que anda a rondar o destino das criaturas. Ninguém escapa das suas investidas, por isso as Escrituras comparam os cristãos a atalaias e vigias fiéis.
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